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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Argumentos contra o vegetarianismo (e suas respostas)


Quem, ao se tornar adepto do vegetarianismo/veganismo, nunca ouviu as questões abaixo?

1 - Por que você parou de comer carne?

Resposta: cada um tem suas razões. Alguns alegarão a saúde, pura e simplesmente (estes, talvez, ainda se alimentem de peixes). Muitos vegetarianos deixaram de comer carne e derivados de animais pela questão moral e ética que acompanha a produção e o tratamento que os animais recebem. Ninguém tem o direito de escolher matar um animal (ainda que de forma “indireta”, como muitos alegam fazer, já que não estão matando os animais com as próprias mãos).

2 – mas eles não sofrem...

Resposta: quem disse? Pergunte quantas pessoas já visitaram um matadouro para conferir se não há sofrimento. Aliás, ainda que o resultado final não fosse a morte, o tratamento à base de ração rica em hormônios, o confinamento e a privação de uma vida normal já não constituem sofrimento suficiente? Tudo isso para alimentar a luxúria daqueles que “não podem viver sem carne”. A maior parte das pessoas sequer já viu um documentário sobre a produção de sua própria comida e a realidade por trás da criação de animais. A alienação é mais confortável, porque escusa da culpa.

3 – mas o homem é carnívoro...

Resposta: qualquer livro de biologia certamente poderá desmentir essa ideia. O homem é onívoro, ou seja, pode se alimentar de carne ou de vegetais, na verdade, ele não é essencialmente carnívoro, não precisa de carne para sobreviver.

4 – e você vai viver do que?

Resposta: de todo o resto que não deriva ou possui componentes animais. Ninguém vai ficar doente apenas porque se tornou vegetariano, desde que mantenha uma dieta balanceada. Existem diversas fontes de proteínas vegetais, como leguminosas em geral (feijão, lentilha, soja e grão-de-bico).  Para saber mais, leia nutrição vegetariana e O Mito da proteína.

5 – mas e as plantas? Elas também são seres vivos...

Talvez esse seja o melhor de todos os argumentos. Não se pode negar que as plantas são seres vivos e que respondem à estímulos diversos (como atitudes positivas ou negativas, influências do ambiente, música, etc), como já demonstrado em inúmeras pesquisas. A ausência de sistema nervoso, porém, descarta a possibilidade da sensação de dor, pelo menos como a conhecemos. Isso não significa que não sintam nada, mas daí a sentirem dor e medo, é uma longa distância.
Os vegetais não têm a consciência. Os animais a possuem (a chamada senciência), embora de forma diferente do homem, mas a possuem. Assim, não é possível comparar a sensação que o animal tem antes de morrer com aquela que os vegetais têm. 
Nem sempre é neecssário matar a planta 
Além disso, outro argumento é que boa parte dos vegetais cultivados se destina a alimentar animais para o abate, aliás, se toda essa produção fosse destinada apenas à alimentação humana, não haveria fome no mundo.

Algumas fontes para pesquisa:

terça-feira, 27 de outubro de 2009

O mito da proteína

Todo vegetariano já ouviu trilhões de vezes a pergunta “mas como você faz para substituir a proteína?”. Para aqueles que estão se tornando vegetarianos, preparem-se, pois irão ouvir esse e muitos outros questionamentos a respeito da proteína em sua alimentação.
Essa pergunta deriva da crença equivocada que todos precisam da proteína animal. Isso não é verdade. Aqueles que entendem pouco de nutrição alegarão que os vegetarianos são ou serão anêmicos, simples assim.


Aqueles que compreendem bem as questões nutricionais, porém, terão argumentos mais convincentes. Dirão que a qualidade da proteína existente nas carnes e derivados de animais é superior e que, além disso, em termos de energia liberada, a proteína da soja não se compara à proteína animal.
Na verdade, todas as proteínas, sejam elas de origem vegetal ou animal, possuem a mesma composição: os aminoácidos. A cada cadeia com 100 ou mais aminoácidos dá-se o nome proteína.


Como nosso sistema digestório não consegue absorver moléculas grandes como as de proteína, elas são “quebradas” no organismo, isso é a digestão. No caso das proteínas, portanto, a quebra é feita em aminoácidos, geralmente em cadeias menores.


A alegação dos que são contra o vegetarianismo é que o aproveitamento de proteínas vegetais é inferior à de proteínas animais. Na verdade, isso não tem o menor sentido, porque, se todas as proteínas são formadas de aminoácidos e os aminoácidos que não são produzidos pelo organismo humano devem ser ingeridos, pouco importa a sua fonte.
Sendo assim, uma pessoa que possui uma dieta equilibrada terá todos os aminoácidos de que necessita.


A deficiência proteica poderá ocorrer se houver predisposição a isso, ou se a dieta for deficiente em nutrientes e rica em açúcar, por exemplo. A dieta vegana, portanto, não é causa de qualquer problema de saúde.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Tipos de vegetarianos

De acordo com o dicionário Michaelis, vegetariano é aquele partidário de uma alimentação totalmente vegetal. Fica claro, portanto, que o conceito real de vegetarianismo é o mesmo que se atribui ao veganismo: a alimentação livre de ingredientes de origem animal.
Existem, porém, outras definições que se adequam às variações da alimentação sem carne, a saber:
  • Ovolactovegetariano: aquele que exclui apenas os variados tipos de carne, não se abstendo de ovos e leite.
  • Lactovegetarianos: igual o tipo acima, mas sem o ovos.
  • Ovo-vegetariano: Abstém-se das carnes e de leite, mas consomem ovos.
  • Crudívoros: aquele que, além de abster-se da carne e derivados de produtos animais, tem em sua alimentação o uso exclusivo de alimentos crus ou desidratados.
  • Frugivoristas: aquele que alimenta-se apenas de frutos (conceito botânico), ou seja, exclui a carne e produtos derivados de animais automaticamente.
  • Vegan ou vegano: aquele chamado "vegetariano estrito", na verdade, o único tipo que poderia ser realmente chamado vegetariano de acordo com o conceito geral. Abstém-se das carnes e de qualquer outro ingrediente de origem animal, como ovos, leite, queijos, corantes feitos com ingredientes animais, produtos com caseína (proteína do leite), mel (em função dos maus tratos com as abelhas), etc. O conceito de veganismo é complexo e envolve, além da alimentação, todo um estilo de vida baseado na ética e na abstenção de uso de qualquer produto que contenha ingrediente animal (cosméticos, por exemplo), seja testado em animais (absorventes, cosméticos, medicamentos) ou fabricado por empresas que patrocinam eventos ligados à exploração e sofrimento animal, como os rodeios.

O tipo ideal do ponto de vista ético é o vegano, porque busca uma coerência em sua opção de não contribuir com os maus-tratos e a exploração animal. Devemos ter em mente, porém, que as pessoas se tornam vegetarianas por vários motivos, inclusive religiosos, e cada um se adapta à dieta vegetariana formas diferentes, assim como cada organismo se comporta de uma maneira.

Além dos tipos acima, existem aqueles que se abstém apenas de carnes vermelhas, ou ainda aqueles que comem apenas peixes.