terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Foi Gras

De acordo com a Wikipedia, o Foi Gras é considerado uma das maiores iguarias da culinária, porém, o próprio site dá a tradução do termo: Fígado Gordo.
O Foi Gras, apreciado por muitos por ser um prato caro, é, na verdade, o fígado de um pato que foi alimentado em excesso, ou seja, é um fígado doente.
É o que aconteceria conosco se ficássemos um mês ingerindo bebidas alcoólicas sem parar ou comendo no McDonald’s (se te alguma dúvida, assista Supersize me – a dieta do palhaço), e ninguém em sã consciência comeria o seu fígado doente, mas…muita gente come o dos patos.
A questão, mais uma vez, gira em torno da ética. A alimentação forçada pode, sem duvida, ser considerada uma crueldade mas, mais uma vez, as pessoas comem, vendadas pelas leis do costume.
Embora a maior produção e consumo do Foi Gras seja na Europa, esse é um problema de todos, pois toda crueldade é um problema mundial, com crianças, idosos, mulheres outras raças e também com os animais.
De acordo com a Wikipédia, em Israel o consumo de Foi Gras é ilegal e, na Califórnia, será proibido a partir de 2012. diversos outros países proíbem a alimentação forçada, como Reino Unido, Argentina, Áustria, República Tcheca, Dinamarca, Finlândia, Alemanha, Irlanda, Luxemburgo, Noruega, Polônia, Suécia, Suíça e Holanda.
Como podemos lutar contra isso:
1 – Não ingerindo. Se você já é vegetariano, é claro que não come Foi Gras, mas se
ainda não é, cabe a você a decisão de parar com a crueldade.
2 – Protestando. Uma das maneiras de protestar é alertando os restaurantes, dizendo que não será cliente enquanto cometerem essa barbárie.
3 – conscientizando: leve essas informações adiante. Muitos ingerem e, embora sabendo que se trata de fígado de pato, não têm idéia da crueldade que se dá esse processo.
Conheça o Foi Gras:

Fontes:

terça-feira, 27 de outubro de 2009

O mito da proteína

Todo vegetariano já ouviu trilhões de vezes a pergunta “mas como você faz para substituir a proteína?”. Para aqueles que estão se tornando vegetarianos, preparem-se, pois irão ouvir esse e muitos outros questionamentos a respeito da proteína em sua alimentação.
Essa pergunta deriva da crença equivocada que todos precisam da proteína animal. Isso não é verdade. Aqueles que entendem pouco de nutrição alegarão que os vegetarianos são ou serão anêmicos, simples assim.


Aqueles que compreendem bem as questões nutricionais, porém, terão argumentos mais convincentes. Dirão que a qualidade da proteína existente nas carnes e derivados de animais é superior e que, além disso, em termos de energia liberada, a proteína da soja não se compara à proteína animal.
Na verdade, todas as proteínas, sejam elas de origem vegetal ou animal, possuem a mesma composição: os aminoácidos. A cada cadeia com 100 ou mais aminoácidos dá-se o nome proteína.


Como nosso sistema digestório não consegue absorver moléculas grandes como as de proteína, elas são “quebradas” no organismo, isso é a digestão. No caso das proteínas, portanto, a quebra é feita em aminoácidos, geralmente em cadeias menores.


A alegação dos que são contra o vegetarianismo é que o aproveitamento de proteínas vegetais é inferior à de proteínas animais. Na verdade, isso não tem o menor sentido, porque, se todas as proteínas são formadas de aminoácidos e os aminoácidos que não são produzidos pelo organismo humano devem ser ingeridos, pouco importa a sua fonte.
Sendo assim, uma pessoa que possui uma dieta equilibrada terá todos os aminoácidos de que necessita.


A deficiência proteica poderá ocorrer se houver predisposição a isso, ou se a dieta for deficiente em nutrientes e rica em açúcar, por exemplo. A dieta vegana, portanto, não é causa de qualquer problema de saúde.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Ministério Público quer tirar "No Limite" do ar

Mais uma vez o “No Limite” está sendo acusado de maus tratos aos animais. Desta vez, a acusação foi feita pelo Ministério Público (MP) do Ceará, estado em que o programa está sendo gravado.

O MP entrou com uma ação civil pública contra a emissora carioca e solicitou liminarmente, através da promotoria, que a atração seja retirada do ar. Há três semanas o órgão público tenta fazer com que a Globo assinasse um termo de ajustamento de conduta (TAC), no qual se comprometia a não praticar atos nocivos aos animais no programa. Como a Rede Globo não enviou representantes à última reunião com o MP, o órgão solicitou a retirada do programa do ar.

No entanto, as chances da proibição vingar são pequenas, já que a atração está próxima de seu final, previsto para o dia 27. No mês de agosto, o “No limite” foi alvo de manifestações por parte de um grupo de defesa dos animais. Um dos protestos foi realizado em frente à sede da TV Globo em São Paulo.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Especismo

O especismo, termo comum entre os vegetarianos atualmente, é uma forma de discriminação, mas, ao contrário do racismo, que é a discriminação de uma raça considerada inferior, o especismo é a discriminação em razão da espécie, o que não muda muito, pois é baseado, também, na prerrogativa de que uma espécie é superior à outra.

Os brancos já consideraram os negros “seres inferiores não dotados de alma”, ou seja, os negros foram escrevizados por serem considerados como animais e inferiores. Hoje, a humanidade chora por tantos crimes cometidos e por anos de escravidão.
Um outro exemplo clássico são os nazistas, que se consideravam a “raça pura” e, sob esse pretexto, exterminaram milhares de judeus de maneira cruel e desumana.

Hoje sabemos que, nem negros, nem judeus, nem amarelos, nenhum ser humano é diferente do outro, exceto por características físicas e culturais, o que não os diferencia em sua inteligência, psicológico e capacidade. Somo, portanto, todos humanos e todos iguais.
Mas, apesar de tanta dor e crueldade, existe uma chacina acontecendo todos os dias, uma matança legalizada e aceita por todos e que tem por base uma teoria não menos preconceituosa do que as duas acima: o especismo.

O especismo é a discriminação baseada na espécie, ou seja, uma espécie que se considera superior subjuga uma outra. Isso também é um erro.
O ser humano, por “dominar” a Terra através de sua inteligência, considera-se superior e, portanto, acredita ter o direito de usar seres de outras espécies como objetos. Porém, essa é a maneira errada de analisar a situação. Os animais não possuem a inteligência da maneira que a entendemos, o raciocínio, mas possuem outra forma de inligência e sentidos desconhecidos para nós. É comum que, em desastres naturais, poucos animais se firam porque conseguem “sentir” o perigo através de seus instindos, o que para nós é um mistério.

Os animais possuem uma vida à parte, são um outro mundo, um mundo que não compreendemos e não temos o direito de julgar. Não são inferiores, são apenas diferentes e, sendo assim, estamos cometendo o mesmo erro do passado, explorando populações de animais apenas por luxo (já foi provado que o homem não precisa de alimentos de origem animal para viver, aliás, é possível uma vida mais saudável e natural com uma dieta vegana), acreditando erroneamente que somos superiores.
O erro e o crime, portanto, permanecem ao longo dos séculos, com uma diferença: negros e judeus já são considerados iguais a todos os seres humanos, mas a crueldade com os animais, seu extermínio inconsciente, está longe de acabar. A questão de tornar-se vegetariano não é nutricional, é ética. Deve haver uma consciência de que nós simplesmente não temos o direito de matar para nos alimentarmos.
Se um ser sente dor, não há justificativa para que sejamos nós os verdugos a impormos essa dor, com a desculpa de que precisamos comer.
Nós não somos superiores, se o fôssemos, jamais mataríamos, subsugaríamos, feriríamos e aceitaríamos essas práticas como "comuns".
Todos temos o direito de escolha. Eu escolho não matar seres inocentes que são meus companheiros na Terra.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Crueldade ao extremo

Não basta vivermos num mundo violento, em que o dinheiro manda e quase todos que se encontram no poder são corruptíveis.
Não bastam as mortes, as guerras, a fome, o genocídio - muitas vezes silencioso - das populações sem recursos.
Como se não bastasse o assassinato de milhares de animais inocentes, todos os dias, para satisfazer a futilidade, a gula e o egoísmo do ser humano, a emissora brasileira que mais influencia pessoas levou ao ar mais um capítulo de um reality show sem graça, mas com muita crueldade.
O programa "No Limite" exibido pela Rede Globo, tem a pretensão de testar os participantes através de desafios de sobrevivência, força, destreza, desenvolvidos num local isolado e com condições precárias.
Desta vez, porém, o programa realmente exagerou, colocando como um dos desafios para seus participantes a ingestão obrigatória de olhos de cabra e fetos de pintinhos e peixes, que deveriam ser comidos vivos. E o mais interessante é que a maioria dos participantes conseguiu passar pela maioria das etapas, o que mostra que nem só os políticos de que tanto reclamamos são corruptíveis. O que me choca é o descado com que os animais são tratados, uma vez que a maioria das pessoas diz ter "nojo" de comer um peixe ou um pintinho vivo, mas não pensa no sofrimento que está causando àquele animal.
O sofrimento animal ainda faz parte do dia-a-dia da maioria das pessoas e o que é mais triste, naturalmente, como se a regra fosse matar, machucar, subjugar.
Esse tipo de programa, No Limite, e as atitudes de seus participantes só mostram que o dinheiro ainda está acima da compaixão.